Pelo menos 2.416 presos do regime semiaberto que tiveram direito à saída temporária nas festas de Natal e réveillon no país não retornaram às celas no início de 2013 - em datas definidas por cada estado. Na Paraíba, em 2012, 12 do total de 1.685 detentos que receberam o benefício da Justiça não retornaram.
Na saída de fim de ano anterior, em 2011, o número da evasão foi maior: 41. Na ocasião, 1065 presos haviam sido beneficiados com a saída. Em relação ao ano anterior, 2012 teve aumento de mais de 50% no número de beneficiados.
O levantamento foi realizado pelo G1 com base nos dados enviados pelas secretarias responsáveis pelo sistema penitenciário de todos os 26 estados e do Distrito Federal.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
'Pente fino' apreende pen drive e até playstation em casa de detenção
Uma operação conhecida popularmente como ‘Pente Fino’ realizada pela Polícia Militar e BOPE das cidades de Sousa e Cajazeiras, apreendeu vários utensílios irregulares em poder dos apenados, dentre os objetos pode ser localizado até mesmo um playstation.
Ainda foram apreendidos no local, pen drive, celulares, espetos, pedras de crack e papelotes de maconha. A ação da polícia foi realizada nesta terça-feira (22), na Colônia Penal Agrícola de Sousa, no Sertão paraibano.
Aproximadamente 50 Policiais Militares participaram da operação, que durou cerca de duas horas. A revista foi realizada em todos os pavilhões da casa de detenção. Os objetos apreendidos foram recolhidos e entregues a administração penitenciária, para as devidas providências.
Durante a Operação, o Capitão Esaú do BOPE informou que foi feita uma contagem de todos os detentos, e constado que nenhum presidiário conseguiu escapar durante a tentativa de fuga na madrugada de hoje.
Ainda foram apreendidos no local, pen drive, celulares, espetos, pedras de crack e papelotes de maconha. A ação da polícia foi realizada nesta terça-feira (22), na Colônia Penal Agrícola de Sousa, no Sertão paraibano.
Aproximadamente 50 Policiais Militares participaram da operação, que durou cerca de duas horas. A revista foi realizada em todos os pavilhões da casa de detenção. Os objetos apreendidos foram recolhidos e entregues a administração penitenciária, para as devidas providências.
Durante a Operação, o Capitão Esaú do BOPE informou que foi feita uma contagem de todos os detentos, e constado que nenhum presidiário conseguiu escapar durante a tentativa de fuga na madrugada de hoje.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Médico vai visitar obra, se desequilibra, cai do 14º andar e morre no Bessa
Um acidente causou a morte de um médico na manhã desta segunda-feira, 21, no bairro do Bessa, em João Pessoa. De acordo com informações de testemunhas, o médico Alisson Pereira da Paz, de 69 anos, foi visitar as obras de um prédio em construção vizinho a um imóvel que ele tinha comprado recentemente, acabou se desequilibrando e caiu do 14º andar.
O acidente aconteceu no edifício em construção chamado Guarujá próximo ao Bessa Shopping.
A família solicitou a presença do SAMU informando que a vítima havia se desequilibrado do edifício e caído. Parentes descartam a hipótese de suicídio, mas a polícia vai analisar o que ocasionou a fatalidade.
Allisson tinha uma clínica de psquiatria no Centro de João Pessoa.
O acidente aconteceu no edifício em construção chamado Guarujá próximo ao Bessa Shopping.
A família solicitou a presença do SAMU informando que a vítima havia se desequilibrado do edifício e caído. Parentes descartam a hipótese de suicídio, mas a polícia vai analisar o que ocasionou a fatalidade.
Allisson tinha uma clínica de psquiatria no Centro de João Pessoa.
Colisão entre quatro veículos deixa trânsito parado por 2 horas e meia
Uma colisão envolvendo quatro veículos deixou o trânsito parado no início da manhã desta segunda-feira (21), na BR 230, no bairro Água Fria, em João Pessoa. O acidente ocorreu nas imediações de uma universidade particular e, após 2h e meia, o tráfego foi normalizado.
O acidente envolveu um caminhão, uma motocicleta e dois carros de passeio. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), parte da BR 230, no sentido João Pessoa / Cabedelo estava com o trânsito congestionado.
Motoristas ligaram para o radiofônico Correio da Manhã, 98FM, comunicando que a lentidão ocorreu desde o viaduto de Oitizeiro, localizado na entrada de João Pessoa, até próximo ao Hospital de Emergência e Trauma.
O acidente envolveu um caminhão, uma motocicleta e dois carros de passeio. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), parte da BR 230, no sentido João Pessoa / Cabedelo estava com o trânsito congestionado.
Motoristas ligaram para o radiofônico Correio da Manhã, 98FM, comunicando que a lentidão ocorreu desde o viaduto de Oitizeiro, localizado na entrada de João Pessoa, até próximo ao Hospital de Emergência e Trauma.
Jovem dá cavalo de pau e mata idosa atropelada em Bayeux
Uma idosa de 65 anos morreu na manhã deste domingo (20) ao ser atropelada por um carro, no bairro da Imaculada, na cidade de Bayeux, região metropolitana de João Pessoa. De acordo com informações da polícia, o motorista estava em alta velocidade e tentou fazer uma manobra conhecida como 'cavalo de pau', quando perdeu o controle do veículo e acabou atropelando a vítima.
Maria do Socorro de Sousa morava no bairro Treze de Maio, em João Pessoa, e estava em Bayeux para passar o fim de semana na casa de parentes. Ao sair da igreja onde participava de uma missa, a mulher caminhava pela rua Tomé de Sousa, quando foi surpreendida pelo veículo - um GM Corsa de cor cinza.
Testemunhas informaram que ainda tentaram retirar o veículo de cima da mulher, mas ela já estava morta. O condutor do carro - identificado como Antony Rafael Cavalcanti da Silva, 19 anos - fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
BR-230
Já na BR-230, em João Pessoa, uma outra mulher morreu atropelada na manhã deste domingo (20). Dessa vez, a vítima foi atingida por uma motocicleta quando tentava atravessar a pista, na altura do estádio Almeidão.
A vítima teve morte imediata. Equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) estiveram no local. O condutor da moto ficou ferido e foi socorrido por uma ambulância do Corpo de Bombeiros ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.
Maria do Socorro de Sousa morava no bairro Treze de Maio, em João Pessoa, e estava em Bayeux para passar o fim de semana na casa de parentes. Ao sair da igreja onde participava de uma missa, a mulher caminhava pela rua Tomé de Sousa, quando foi surpreendida pelo veículo - um GM Corsa de cor cinza.
Testemunhas informaram que ainda tentaram retirar o veículo de cima da mulher, mas ela já estava morta. O condutor do carro - identificado como Antony Rafael Cavalcanti da Silva, 19 anos - fugiu do local sem prestar socorro à vítima.
BR-230
Já na BR-230, em João Pessoa, uma outra mulher morreu atropelada na manhã deste domingo (20). Dessa vez, a vítima foi atingida por uma motocicleta quando tentava atravessar a pista, na altura do estádio Almeidão.
A vítima teve morte imediata. Equipes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Gerência de Medicina e Odontologia Legal (Gemol) estiveram no local. O condutor da moto ficou ferido e foi socorrido por uma ambulância do Corpo de Bombeiros ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.
Paraibanas de férias morrem em acidente de trânsito em São Paulo
Duas paraibanas que estavam de férias em São Paulo morreram em um acidente de trânsito ocorrido na madrugada deste domingo (20) na Rodovia Raposo Tavares. Um caminhão de lixo na contramão provocou a colisão, segundo a polícia.
Foto: Esqueda ( Vanuza) e à direita (Bruna)
Créditos: Reprodução/ Facebook
As paraibanas Bruna Silva Batista, de 17 anos, e Vanuza Silva Limeira, de 25 anos, morreram na local. Elas voltariam na terça-feira (22) para o Estado e moravam no distrito de Tataíra, pertencente ao município de Desterro na Paraíba ( 368 quilômetros de João Pessoa).
O veículo estava com cinco pessoas. As outras três vítimas continuam internadas no hospital na Capital paulista.
O impacto da batida foi tão forte que um dos eixos do caminhão quebrou. Destroços ficaram espalhados pela via. Três das quatro faixas da pista chegaram a ser interditadas para a realização da perícia.
O motorista do caminhão de lixo, José Carlos Rodrigues, de 47 anos, tinha saído do Rio de Janeiro e iria entregar o veículo em Santa Catarina. De acordo com a polícia, ele contou que pretendia pegar a Rodovia Régis Bittencourt, mas se confundiu com as placas e entrou na contramão na Raposo, provocando o acidente. Ele foi indiciado por homicídio culposo e vai responder em liberdade.
Foto: Esqueda ( Vanuza) e à direita (Bruna)
Créditos: Reprodução/ Facebook
As paraibanas Bruna Silva Batista, de 17 anos, e Vanuza Silva Limeira, de 25 anos, morreram na local. Elas voltariam na terça-feira (22) para o Estado e moravam no distrito de Tataíra, pertencente ao município de Desterro na Paraíba ( 368 quilômetros de João Pessoa).
O veículo estava com cinco pessoas. As outras três vítimas continuam internadas no hospital na Capital paulista.
O impacto da batida foi tão forte que um dos eixos do caminhão quebrou. Destroços ficaram espalhados pela via. Três das quatro faixas da pista chegaram a ser interditadas para a realização da perícia.
O motorista do caminhão de lixo, José Carlos Rodrigues, de 47 anos, tinha saído do Rio de Janeiro e iria entregar o veículo em Santa Catarina. De acordo com a polícia, ele contou que pretendia pegar a Rodovia Régis Bittencourt, mas se confundiu com as placas e entrou na contramão na Raposo, provocando o acidente. Ele foi indiciado por homicídio culposo e vai responder em liberdade.
TCU vê R$ 734 mi em irregularidades na obra do Rio São Francisco
O Fantástico mostra uma investigação especial sobre a maior obra de infraestrutura do Brasil: a Transposição do Rio São Francisco. O projeto já se arrasta há cinco anos e deveria levar água para a região que enfrenta a pior seca dos últimos 40 anos.
A repórter Sônia Bridi e o cinegrafista Paulo Zero percorreram mais de mil quilômetros pelo sertão do Nordeste. É mais uma reportagem da série Brasil: Quem Paga é Você.
Já são dois anos, a estação das chuvas chega, as nuvens se formam, mas não deixam cair uma gota de água. Estamos em Cabrobó, Pernambuco. A apenas 20 quilômetros das margens do Rio São Francisco, a seca espalha suas vítimas na beira da estrada. O gado morto se incorporou à paisagem, num tempo em que só os urubus conhecem fartura.
Na fazenda, o homem de 90 anos está sozinho. Chama o filho, que saiu para cuidar do gado. Ele chega, rasgado, desgrenhado, e revoltado. "Eu não tenho tempo de sair daqui para pedir socorro ao povo. Três vacas caídas ontem só por que eu saí", conta Seu Avenor.
Dono de 270 hectares de caatinga, Seu Avenor é considerado rico demais para ter aposentadoria rural. Durante meses comprou comida para o gado, mas o dinheiro acabou. "Se a senhora quiser ver como é que dá um jeito, caminha atrás d'eu que a senhora vê o que eu estava fazendo, nos chama o homem", diz ele.
Ele prepara o único alimento que resiste a vinte meses de seca: o xique-xique. Os galhos vão para o fogo, tempo suficiente para queimar os espinhos, mas não demais, para não consumir a água que o cactus armazena. Os bichos famintos disputam os galhos ainda quentes.
Quanto vale hoje uma cabeça de gado dessa, qualquer uma?
"Ah, isso aí não tem preço, não, porque diz logo: 'Não, está magra. Vai levar para lá e não tem o que comer para dar. Aí querem dar o quê? Cem contos, cento e cinqüenta", diz Seu Avenor.
E um gado gordo, o senhor vende por quanto?
"Uma rês grande dessa aí gorda é mil e tantos contos", diz Seu Avenor.
Um terço do rebanho morreu. A água acabou e o caminhão-pipa custa R$ 150. A apenas dois quilômetros dali, um canal seco é a lembrança da obra que deveria estar ajudando a enfrentar a seca que castiga o sertão. A transposição do Rio São Francisco - o Velho Chico, que corta o sertão de Minas a Alagoas. Dois canais, com mais de 500 quilômetros, para levar a água para cinco estados, passando pelas regiões mais secas do Brasil.
A transposição do São Francisco sempre foi polêmica. Os grupos que se organizaram contra argumentam que ela põe em perigo o Rio São Francisco, não resolve o problema da seca e só está sendo feita para irrigar as terras dos ricos. Com a obra pronta, saberemos quem tem razão. Só que ela deveria ter sido concluída no final de 2012. E ainda há trechos em que as obras estão abandonadas.
O sertanejo ainda vai ter que esperar três anos para ver a água correndo por esses canais. Além disso, nesse período o custo disparou. Começou em R$ 4,7 bilhões e já chega a R$ 8,2 bilhões. Um aumento de 80%.
Durante cinco dias, percorremos 1,2 mil quilômetros ao longo do eixo norte, passando por três estados.
"Eu não posso dizer que não vai chegar. Agora, no momento, eu olho e não vejo como é que essa água, como vem uma perna d'água para aqui", lamenta Seu Avenor.
Em Cabrobó, o canal chega pertinho do rio, mas não está ligado a ele. A obra para permitir a captação da água ainda nem começou. Ao lado, o início das obras de uma estação elevatória é só uma amostra da colcha de retalhos que é a obra da transposição. Quarenta e três por cento estão prontos, mas em pedaços que não se conectam, nem uma gota d'água passa pelos canais.
O canteiro de obras mais ativo fica em Salgueiro, Pernambuco. No local está sendo construído um grande reservatório de onde a água vai ser bombeada para o ponto mais alto da transposição. Em cima, a água vai passar 180 metros acima do leito do São Francisco. Dali em diante, só com a força da gravidade vai percorrer mais de 100 quilômetros.
Foi este o cenário que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, escolheu para dar entrevista.
Por que essa obra ficou tão mais cara, quase dobrou de preço, e atrasou tanto?
Ministro: "O projeto básico foi concluído em 2001. Esse projeto básico serviu de base para licitações. E os projetos executivos foram desenvolvidos ao longo da obra. Ocorreu uma grande discrepância entre o projeto básico e o projeto executivo da realidade encontrada em campo".
O projeto básico foi feito ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. Quando as obras começaram, em 2007, o projeto não foi revisado ou atualizado. Projeto mal feito é a causa mais frequente de atrasos de obras públicas no Brasil. A empreiteira ganha a licitação e, ao começar as obras, descobre que tem mais trabalho, e com custo diferente do que o previsto.
Fantástico: Mas o projeto básico não deveria ser mais detalhado do que é?
Ministro: "A legislação não define regras muito claras para esse projeto básico, se cumpriu toda a legislação. Só que é preciso lembrar que essa é uma obra de engenharia muito complexa".
"A Lei de Licitações e Contrato é muito clara. E nela se você verificar lá no artigo sexto, que ela tem vários incisos detalhando o projeto básico. Que é exatamente para ele ser um projeto detalhado. Então, quando você começa um projeto, bota uma licitação na rua com um projeto básico mal feito, deficiente e sem planejamento, o resultado é a obra paralisada. São obras mal feitas, com má qualidade e sem o resultado esperado pela população", esclarece o Ministro do TCU, Raimundo Carreiro.
Um exemplo de prejuízo provocado pela falta de um bom projeto executivo é quando é preciso fazer o deslocamento de imensa quantidades de terra. No local, os lotes foram licitados sem que ficasse especificado quanto seria de terra macia e quanto de pedreira, por exemplo, que precisa ser explodida, o que custa muito mais caro. Além disso, sem um levantamento geológico, sem saber exatamente com que tipo de terreno se está lidando, o projetista pode escolher passar por uma pedreira, tendo opção de terra macia bem ao lado. Ou cavar um túnel em terreno que se esfarela, sem a técnica adequada. Um túnel desabou quando 120 metros já haviam sido escavados.
Era um domingo em abril de 2011, o sistema de monitoramento dentro do túnel indicou uma movimentação de terra. Todos os equipamentos foram retirados e duas horas depois tudo veio a baixo.
Ninguém saiu ferido. Mas foi um ano e meio parado, para finalmente fazer um projeto detalhado, e recomeçar tudo, bem ao lado.
O novo túnel segue as técnicas para a contenção das paredes frágeis, mas só avançou 20 metros. Do outro lado da montanha, a frente de trabalho que vem na direção oposta deu a sorte de cavar rocha firme já perfurou quatro quilômetros e meio.
Agora, quando se bota as máquinas em campo, ministro, sem saber exatamente que tipo de solo vai encontrar, que tipo de projeto vai ser executado, como vai ser detalhadamente essa obra, não é botar o carro na frente do boi?
Ministro: "Não. Diversos projetos de engenharia são tocados com os projetos executivos sendo feitos ao tempo em que a obra vai avançando".
Antes e depois do túnel, dois trechos completamente parados. De lá, a água viria reforçar o açude Boqueirão, já na Paraíba, que está só com 17% da capacidade. O nível da água baixou tanto que expôs as ruínas da antiga cidade de São José de Piranhas, transferida há 80 anos para a construção da represa. A obra do canal também desloca agricultores que têm suas terras no caminho para vilas agrárias.
"De imediato, a gente sentiu uma grande alegria, porque morávamos em uma fazenda, recebíamos água de carro-pipa, mas aí aos poucos depois da mudança que a gente foi vendo alguns sentem tristez", disse uma moradora.
As casas são grandes, mas estão rachando.
Com relação ao dinheiro público investido aqui, como é que você se sente?
"A gente vê que foi uma quantia bem grande e que de certa forma sai do nosso bolso", disse a moradora.
Cada família teria um lote de cinco hectares, um deles irrigado, para plantar. Mas passados dois anos, eles continuam vivendo de uma mesada do governo.
"É a mesma coisa, a gente está numa invalidez. Porque o que a gente é acostumado mesmo é trabalhar, trabalhar na roça para obter o sustento da pessoa, cada um de nós", disse
Seu Lindoval.
A caixa d'água também rachou. E só não falta água nas casas porque Seu Lindoval fez uma gambiarra mandando a água direto, racionando, uma rua de cada vez.
Em alguns trechos é o próprio canal da transposição que está rachado - árvores crescendo no fundo seco. Desde 2005 o Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades que chegam a R$ 734 milhões. O Ministério da Integração investigou contratos que não foram honrados ou que tem sobrepreço, pagamento duplicado por obras ou pagamento de serviços que não foram executados.
Ministro: "Foram cinco processos investigativos e assim que eles responderem às informações que constam desses relatórios nós então tomaremos as providências cabíveis".
Se o ministério está esperando o contraditório, é por que encontrou sobrepreço e superfaturamento.
Ministro: "Nos relatórios até aqui existe sim, há indícios de sobrepreço, de superfaturamento".
Além disso, por determinação do TCU, o ministério deve investigar a paralisação de obras. "Isso tem que ser identificado quais são os responsável por isso. Por que essas obras não foram concluídas e em que condições esses contratos foram assinados", disse o Ministro do TCU, Raimundo Carreiro.
Alguns trechos abandonados já foram retomados depois que o ministério refez os projetos e licitou novamente as obras. Até março todos devem estar licitados.
Em Serrita, Pernambuco, encontramos uma comitiva de esperança. Leva os bois, fraquinhos, avançam devagar porque param onde encontram algum verde nas árvores. Neste canto de Pernambuco caiu uma chuva no dia 5 de dezembro - não ficou água nos barreiros, mas a vegetação da caatinga brotou.
"O gado veio para cá porque a situação é difícil lá. Se ficasse lá, talvez amanhã não tivesse nem mais a metade vivo. Porque não tinha o que dar a eles hoje. Aqui está melhor, tem uma folhinha murcha. Eu acredito que eles, comendo essa folhinha murcha, vão sobrevivendo. E lá no meu terreno não choveu nem para isso, nem para fazer água, não fez água nem para passarinho", conta Francisco Tadeu.
Nem todas as vacas chegam ao destino. Uma é resgatada de caminhonete. Tão debilitada, que não consegue parar em pé. O esforço dos vaqueiros é vão.
Francisco Tadeu é a classe média agrária do sertão que está sendo jogada na pobreza por causa da seca. "O primeiro gado começou a morrer da seca no Natal de 2011", diz ele.
Treze meses depois, já se foram 60. O Conselho Nacional de Pecuária de Corte estima que o Nordeste perdeu 12 milhões de cabeças de gado por causa da seca. Metade morreu e a outra metade foi abatida antes da hora ou mandada para outras regiões.
"Essas vaca aqui eram das melhores vacas de leite que eu já possui. Isso dá uma tristeza tão grande! Essa vaca aqui mesmo quando ela tava morrendo, eu olhei para ela e dos olhos dela corria água. Para ela, é como se ela tivesse se despedindo", se emociona Tadeu. "Eu estou andando aqui. Estou andando aqui agora, porque vim com vocês. Mas não gostei de olhar para cá, não. Quando olho pra uma situação dessa..."
No curral ficaram as que estão fracas demais para ir embora. "Esse era para ser um animal bonito. É filho de vaca boa, vaca cara. Era para ser um animal bonito. Quando está assim não dura mais muitos dias, não", lamenta. "Vaca como essa aqui eu comprei oito de uma vez. Essas foram a R$ 2, 5 mil. Era vaca acima de dez litros de leite".
Enquanto pôde, ele comprou ração. Mas a seca fez o preço se multiplicar por quatro.
O senhor tem capital depois para repor o rebanho?
"Tem não. Eu nem penso isso. Se for pensar isso aí, fico doido".
A transposição do São Francisco, o senhor acha que se estivesse pronta ajudava aqui?
"Se for como eles dizem,o pessoal diz, acredito que ajudava. Acredito que melhor do que está fica. Muito, porque água é riqueza".
A três anos de ver a água correndo, a família se agarra na fé. "Vamos esperar pela vontade de Deus, né? Se for para acabar até a última, acaba. Vamos ver se pelo menos a gente sobra para contar a história".
A repórter Sônia Bridi e o cinegrafista Paulo Zero percorreram mais de mil quilômetros pelo sertão do Nordeste. É mais uma reportagem da série Brasil: Quem Paga é Você.
Já são dois anos, a estação das chuvas chega, as nuvens se formam, mas não deixam cair uma gota de água. Estamos em Cabrobó, Pernambuco. A apenas 20 quilômetros das margens do Rio São Francisco, a seca espalha suas vítimas na beira da estrada. O gado morto se incorporou à paisagem, num tempo em que só os urubus conhecem fartura.
Na fazenda, o homem de 90 anos está sozinho. Chama o filho, que saiu para cuidar do gado. Ele chega, rasgado, desgrenhado, e revoltado. "Eu não tenho tempo de sair daqui para pedir socorro ao povo. Três vacas caídas ontem só por que eu saí", conta Seu Avenor.
Dono de 270 hectares de caatinga, Seu Avenor é considerado rico demais para ter aposentadoria rural. Durante meses comprou comida para o gado, mas o dinheiro acabou. "Se a senhora quiser ver como é que dá um jeito, caminha atrás d'eu que a senhora vê o que eu estava fazendo, nos chama o homem", diz ele.
Ele prepara o único alimento que resiste a vinte meses de seca: o xique-xique. Os galhos vão para o fogo, tempo suficiente para queimar os espinhos, mas não demais, para não consumir a água que o cactus armazena. Os bichos famintos disputam os galhos ainda quentes.
Quanto vale hoje uma cabeça de gado dessa, qualquer uma?
"Ah, isso aí não tem preço, não, porque diz logo: 'Não, está magra. Vai levar para lá e não tem o que comer para dar. Aí querem dar o quê? Cem contos, cento e cinqüenta", diz Seu Avenor.
E um gado gordo, o senhor vende por quanto?
"Uma rês grande dessa aí gorda é mil e tantos contos", diz Seu Avenor.
Um terço do rebanho morreu. A água acabou e o caminhão-pipa custa R$ 150. A apenas dois quilômetros dali, um canal seco é a lembrança da obra que deveria estar ajudando a enfrentar a seca que castiga o sertão. A transposição do Rio São Francisco - o Velho Chico, que corta o sertão de Minas a Alagoas. Dois canais, com mais de 500 quilômetros, para levar a água para cinco estados, passando pelas regiões mais secas do Brasil.
A transposição do São Francisco sempre foi polêmica. Os grupos que se organizaram contra argumentam que ela põe em perigo o Rio São Francisco, não resolve o problema da seca e só está sendo feita para irrigar as terras dos ricos. Com a obra pronta, saberemos quem tem razão. Só que ela deveria ter sido concluída no final de 2012. E ainda há trechos em que as obras estão abandonadas.
O sertanejo ainda vai ter que esperar três anos para ver a água correndo por esses canais. Além disso, nesse período o custo disparou. Começou em R$ 4,7 bilhões e já chega a R$ 8,2 bilhões. Um aumento de 80%.
Durante cinco dias, percorremos 1,2 mil quilômetros ao longo do eixo norte, passando por três estados.
"Eu não posso dizer que não vai chegar. Agora, no momento, eu olho e não vejo como é que essa água, como vem uma perna d'água para aqui", lamenta Seu Avenor.
Em Cabrobó, o canal chega pertinho do rio, mas não está ligado a ele. A obra para permitir a captação da água ainda nem começou. Ao lado, o início das obras de uma estação elevatória é só uma amostra da colcha de retalhos que é a obra da transposição. Quarenta e três por cento estão prontos, mas em pedaços que não se conectam, nem uma gota d'água passa pelos canais.
O canteiro de obras mais ativo fica em Salgueiro, Pernambuco. No local está sendo construído um grande reservatório de onde a água vai ser bombeada para o ponto mais alto da transposição. Em cima, a água vai passar 180 metros acima do leito do São Francisco. Dali em diante, só com a força da gravidade vai percorrer mais de 100 quilômetros.
Foi este o cenário que o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, escolheu para dar entrevista.
Por que essa obra ficou tão mais cara, quase dobrou de preço, e atrasou tanto?
Ministro: "O projeto básico foi concluído em 2001. Esse projeto básico serviu de base para licitações. E os projetos executivos foram desenvolvidos ao longo da obra. Ocorreu uma grande discrepância entre o projeto básico e o projeto executivo da realidade encontrada em campo".
O projeto básico foi feito ainda no governo Fernando Henrique Cardoso. Quando as obras começaram, em 2007, o projeto não foi revisado ou atualizado. Projeto mal feito é a causa mais frequente de atrasos de obras públicas no Brasil. A empreiteira ganha a licitação e, ao começar as obras, descobre que tem mais trabalho, e com custo diferente do que o previsto.
Fantástico: Mas o projeto básico não deveria ser mais detalhado do que é?
Ministro: "A legislação não define regras muito claras para esse projeto básico, se cumpriu toda a legislação. Só que é preciso lembrar que essa é uma obra de engenharia muito complexa".
"A Lei de Licitações e Contrato é muito clara. E nela se você verificar lá no artigo sexto, que ela tem vários incisos detalhando o projeto básico. Que é exatamente para ele ser um projeto detalhado. Então, quando você começa um projeto, bota uma licitação na rua com um projeto básico mal feito, deficiente e sem planejamento, o resultado é a obra paralisada. São obras mal feitas, com má qualidade e sem o resultado esperado pela população", esclarece o Ministro do TCU, Raimundo Carreiro.
Um exemplo de prejuízo provocado pela falta de um bom projeto executivo é quando é preciso fazer o deslocamento de imensa quantidades de terra. No local, os lotes foram licitados sem que ficasse especificado quanto seria de terra macia e quanto de pedreira, por exemplo, que precisa ser explodida, o que custa muito mais caro. Além disso, sem um levantamento geológico, sem saber exatamente com que tipo de terreno se está lidando, o projetista pode escolher passar por uma pedreira, tendo opção de terra macia bem ao lado. Ou cavar um túnel em terreno que se esfarela, sem a técnica adequada. Um túnel desabou quando 120 metros já haviam sido escavados.
Era um domingo em abril de 2011, o sistema de monitoramento dentro do túnel indicou uma movimentação de terra. Todos os equipamentos foram retirados e duas horas depois tudo veio a baixo.
Ninguém saiu ferido. Mas foi um ano e meio parado, para finalmente fazer um projeto detalhado, e recomeçar tudo, bem ao lado.
O novo túnel segue as técnicas para a contenção das paredes frágeis, mas só avançou 20 metros. Do outro lado da montanha, a frente de trabalho que vem na direção oposta deu a sorte de cavar rocha firme já perfurou quatro quilômetros e meio.
Agora, quando se bota as máquinas em campo, ministro, sem saber exatamente que tipo de solo vai encontrar, que tipo de projeto vai ser executado, como vai ser detalhadamente essa obra, não é botar o carro na frente do boi?
Ministro: "Não. Diversos projetos de engenharia são tocados com os projetos executivos sendo feitos ao tempo em que a obra vai avançando".
Antes e depois do túnel, dois trechos completamente parados. De lá, a água viria reforçar o açude Boqueirão, já na Paraíba, que está só com 17% da capacidade. O nível da água baixou tanto que expôs as ruínas da antiga cidade de São José de Piranhas, transferida há 80 anos para a construção da represa. A obra do canal também desloca agricultores que têm suas terras no caminho para vilas agrárias.
"De imediato, a gente sentiu uma grande alegria, porque morávamos em uma fazenda, recebíamos água de carro-pipa, mas aí aos poucos depois da mudança que a gente foi vendo alguns sentem tristez", disse uma moradora.
As casas são grandes, mas estão rachando.
Com relação ao dinheiro público investido aqui, como é que você se sente?
"A gente vê que foi uma quantia bem grande e que de certa forma sai do nosso bolso", disse a moradora.
Cada família teria um lote de cinco hectares, um deles irrigado, para plantar. Mas passados dois anos, eles continuam vivendo de uma mesada do governo.
"É a mesma coisa, a gente está numa invalidez. Porque o que a gente é acostumado mesmo é trabalhar, trabalhar na roça para obter o sustento da pessoa, cada um de nós", disse
Seu Lindoval.
A caixa d'água também rachou. E só não falta água nas casas porque Seu Lindoval fez uma gambiarra mandando a água direto, racionando, uma rua de cada vez.
Em alguns trechos é o próprio canal da transposição que está rachado - árvores crescendo no fundo seco. Desde 2005 o Tribunal de Contas da União encontrou irregularidades que chegam a R$ 734 milhões. O Ministério da Integração investigou contratos que não foram honrados ou que tem sobrepreço, pagamento duplicado por obras ou pagamento de serviços que não foram executados.
Ministro: "Foram cinco processos investigativos e assim que eles responderem às informações que constam desses relatórios nós então tomaremos as providências cabíveis".
Se o ministério está esperando o contraditório, é por que encontrou sobrepreço e superfaturamento.
Ministro: "Nos relatórios até aqui existe sim, há indícios de sobrepreço, de superfaturamento".
Além disso, por determinação do TCU, o ministério deve investigar a paralisação de obras. "Isso tem que ser identificado quais são os responsável por isso. Por que essas obras não foram concluídas e em que condições esses contratos foram assinados", disse o Ministro do TCU, Raimundo Carreiro.
Alguns trechos abandonados já foram retomados depois que o ministério refez os projetos e licitou novamente as obras. Até março todos devem estar licitados.
Em Serrita, Pernambuco, encontramos uma comitiva de esperança. Leva os bois, fraquinhos, avançam devagar porque param onde encontram algum verde nas árvores. Neste canto de Pernambuco caiu uma chuva no dia 5 de dezembro - não ficou água nos barreiros, mas a vegetação da caatinga brotou.
"O gado veio para cá porque a situação é difícil lá. Se ficasse lá, talvez amanhã não tivesse nem mais a metade vivo. Porque não tinha o que dar a eles hoje. Aqui está melhor, tem uma folhinha murcha. Eu acredito que eles, comendo essa folhinha murcha, vão sobrevivendo. E lá no meu terreno não choveu nem para isso, nem para fazer água, não fez água nem para passarinho", conta Francisco Tadeu.
Nem todas as vacas chegam ao destino. Uma é resgatada de caminhonete. Tão debilitada, que não consegue parar em pé. O esforço dos vaqueiros é vão.
Francisco Tadeu é a classe média agrária do sertão que está sendo jogada na pobreza por causa da seca. "O primeiro gado começou a morrer da seca no Natal de 2011", diz ele.
Treze meses depois, já se foram 60. O Conselho Nacional de Pecuária de Corte estima que o Nordeste perdeu 12 milhões de cabeças de gado por causa da seca. Metade morreu e a outra metade foi abatida antes da hora ou mandada para outras regiões.
"Essas vaca aqui eram das melhores vacas de leite que eu já possui. Isso dá uma tristeza tão grande! Essa vaca aqui mesmo quando ela tava morrendo, eu olhei para ela e dos olhos dela corria água. Para ela, é como se ela tivesse se despedindo", se emociona Tadeu. "Eu estou andando aqui. Estou andando aqui agora, porque vim com vocês. Mas não gostei de olhar para cá, não. Quando olho pra uma situação dessa..."
No curral ficaram as que estão fracas demais para ir embora. "Esse era para ser um animal bonito. É filho de vaca boa, vaca cara. Era para ser um animal bonito. Quando está assim não dura mais muitos dias, não", lamenta. "Vaca como essa aqui eu comprei oito de uma vez. Essas foram a R$ 2, 5 mil. Era vaca acima de dez litros de leite".
Enquanto pôde, ele comprou ração. Mas a seca fez o preço se multiplicar por quatro.
O senhor tem capital depois para repor o rebanho?
"Tem não. Eu nem penso isso. Se for pensar isso aí, fico doido".
A transposição do São Francisco, o senhor acha que se estivesse pronta ajudava aqui?
"Se for como eles dizem,o pessoal diz, acredito que ajudava. Acredito que melhor do que está fica. Muito, porque água é riqueza".
A três anos de ver a água correndo, a família se agarra na fé. "Vamos esperar pela vontade de Deus, né? Se for para acabar até a última, acaba. Vamos ver se pelo menos a gente sobra para contar a história".
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Criminosos fazem reféns em assalto a escritório de João Pessoa
Doze Pessoas foram feitas reféns durante um assalto a um escritório de contabilidade no bairro Torre, em João Pessoa. O crime aconteceu no início da tarde desta quinta-feira (17) e de acordo com o Centro Integrado de Operações Policiais (Ciop), as vítimas foram presas dentro de uma das salas do estabelecimento. Ninguém ficou ferido.
O Ciop informou que seis homens armados entraram no local e renderam os clientes e funcionários. Foram levados doze celulares, dois notebooks, um tablet, um carro de um dos clientes, além da quantia de R$ 1,4 mil.
A Polícia Militar foi acionada quando as pessoas que passavam pela rua estranharam o fato do escritório estar aberto, com tudo revirado, mas sem ninguém no local.
Até as 17h50, uma viatura do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar continuava fazendo rondas na região, mas ninguém havia sido preso.
O Ciop informou que seis homens armados entraram no local e renderam os clientes e funcionários. Foram levados doze celulares, dois notebooks, um tablet, um carro de um dos clientes, além da quantia de R$ 1,4 mil.
A Polícia Militar foi acionada quando as pessoas que passavam pela rua estranharam o fato do escritório estar aberto, com tudo revirado, mas sem ninguém no local.
Até as 17h50, uma viatura do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar continuava fazendo rondas na região, mas ninguém havia sido preso.
‘Não bebia, não fumava’, diz mãe de estudante que sumiu em JP
Um estudante universitário está desaparecido desde a manhã desta quarta-feira (16). De acordo com a mãe do jovem, Thayuan Rolim de Sousa saiu de casa com destino à IFPB (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia), no entanto, até a noite desta quinta-feira (17), ainda não retornou para casa.
Thayuan mora com a família em um apartamento no Bairro dos Bancários, na Zona Sul de João Pessoa, e realizava diariamente o trajeto para a universidade, onde cursa Engenharia Elétrica. “Ele saiu de casa apenas com a roupa do corpo, tênis e mochila. Me informaram na IFPB que ele não foi pra lá”, revelou a mãe.
Ela garantiu ainda, que o jovem é disciplinado e não tinha inimigos: ”Somos testemunhas de Jeová, meu filho não bebe e não fuma. A vida dele é de casa para a universidade e nos finais de semana participa dos encontros religiosos”.
Nas redes sociais, amigos e familiares do estudante realizam uma corrente de orações e aproveitam o ‘Facebook’ para divulgar fotos de Thayuan, com o objetivo de encontrar alguma pista que revele o seu paradeiro.
“Quem viu e puder dar alguma informação, agradecemos. NÃO PASSEM TROTE, estamos muito preocupados”, pedem os amigos do jovem.
Telefone de contato para informações de Thayuan Rolim: (83) 8818-2169 / (83) 9104-5061 / (83) 8808-8960 / (83)9654-9483 / (83)8820-1223
Tiroteio em praça pública deixa feridos em cidade do Litoral Sul paraibano
Três pessoas ficaram feridas após serem atingidas por disparos de arma de fogo, no município de Alhandra, no Litoral Sul do Estado. O crime ocorreu na noite desta quinta-feira (17), em frente de uma residência localizada na praça pública da cidade. O alvo seria um adolescente de 16 anos.
De acordo com o tenente Bertuni Florentino, coordenador de policiamento do dia da Companhia da Polícia Militar da cidade, por volta das 20h30, às vítimas estavam em uma área externa de uma residência conversando, quando um homem chegou a pé e efetuou disparos contra um adolescente.
Ainda de acordo com o policial, o adolescente tentou correr e os disparos de arma de fogo atingiram um casal. “O menor era o alvo do criminoso. Ele já sofre duas tentativas de homicídio, mas conseguiu escapar com vida”.
Rosilda Soares dos Santos, 43, José Francisco dos Santos, 46, e o adolescente de 16 anos, foram socorridos por ambulâncias do Samu para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa onde permanecem internados, mas não correm risco de morte. Segundo o boletim médico, o estado de saúde das vítimas é estável
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