terça-feira, 6 de novembro de 2012
Polícia prende o terceiro suspeito de participar do sequestro da irmã de Hulk
Subiu para três o número de homens presos sob suspeita de envolvimento no sequestro da irmã do jogador de futebol Hulk, a estudante de Nutrição, Angélica Aparecida Vieira de Souza, 22 anos. Segundo informações da Polícia Civil, pelo menos cinco pessoas estariam envolvidas no crime. Dois ainda estão sendo procurados.
A Polícia Civil trabalha, ainda, com a possibilidade do envolvimento de uma pessoa bem relacionada na sociedade campinense e próxima da família no crime.
Na tarde desta segunda (05), quando foi sequestrada, a irmã do jogador estava na companhia do gerente do restaurante onde trabalha, o empresário Hélio Pereira da Silva.
A Polícia Civil localizou o cativeiro onde a irmã do jogador Hulk foi mantida refém. A casa está localizada a 850 metros de onde a jovem foi levada. O imóvel está desocupado há meses, conforme informaram vizinhos. A residência está situada na área nobre do bairro do Catolé, na zona sul da cidade. A casa fica a pouco mais de 6 quilômetros de onde a família de Hulk mora.
O delegado geral adjunto da Polícia Civil de Campina Grande, André Rabelo, ouviu os depoimentos, colheu mais informações com familiares da vítima.
A irmã mais nova do jogador paraibano Givanildo Vieira de Souza (Hulk), Angélica de Souza, está na casa de seus pais, localizada no bairro do Alto Branco, na zona norte de Campina Grande.
Angélica foi deixada próximo de casa por volta das 10h40 (horário local) desta terça-feira em um Honda Civic de cor prata e entrou na residência chorando. Nem a família e nem a vítima falaram com a imprensa.
Um vídeo feito pela equipe da TV Correio, afiliada da rede Record na Paraíba, mostra o momento da chegada de Angélica em casa e sendo recebida com festa pelos familiares. Assista:
À noite, a polícia confirmou que a família de Hulk havia pedido o afastamento das investigações. O jogador Hulk, que está na Rússia, foi informado por telefone e também não se pronunciou sobre o caso.
De acordo com o superintendente da Polícia Civil de Campina Grande, Marcos Paulo Vilela, a família do atleta temia a integridade de Angélica e pediu o afastamento da polícia.
De acordo com major Alecsandro Medeiros, sub-comandante do 2º BPM, por volta das 14h, o Comando de Operações da Polícia Militar (Copom) foi comunicado sobre o sequestro praticado por homens armados que se aproximaram do veículo onde a vítima estava, no bairro do Catolé, e a retiraram do carro sob a mira de armas.
“Ela estava sozinha dentro do carro esperando o gerente de um atacadão, quando foi sequestrada. Hélio Pereira da Silva estava retornado para o carro quando presenciou a amiga sendo raptada por homens armados”, comentou o policial.
O bairro do Catolé, onde ocorreu o sequestro da irmã de Hulk, é uma das áreas mais nobres de Campina Grande.
Hulk joga atualmente pelo Zenit (RU) e ficou apreensivo. Ele aguardava maiores detalhes para tomar alguma providência se viria ou não ao Brasil. O atleta atualmente está lesionado e como não jogará pelo clube e nem pela Seleção Brasileira, há uma possibilidade dele vir para sua cidade natal, Campina Grande (localizada a 118 km de João Pessoa).
Segundo a mãe do jogador, Maria do Socorro, a família aguardava contato com os possíveis sequestradores. "Estamos aguardando algum contato, mas nesse momento, prefiro o silêncio", disse aflita a mãe de Hulk.
Hulk é, atualmente, considerado o jogador mais caro do mundo e joga no time russo do Zenit. O paraibano é também o titular da Seleção Brasileira de Futebol, comandada por Mano Menezes.
O atleta também é conhecido por ser muito próximo da família. No último dia 10 de setembro, quando o Brasil jogou no Recife um amistoso contra a China no estádio do Arruda, Hulk aproveitou a oportunidade e levou toda a família para assistir a partida.
Essa não é a primeira vez que jogadores conhecidos sofreram violência urbana. Atletas como Robinho, Valdívia, Romário, Luis Fabiano, Grafite, Ricardo Oliveira e Rogério já vivenciaram a mesma situação.
Coletiva
O delegado geral adjunto da Polícia Civil da Paraíba, André Rabelo, concederá entrevista coletiva à imprensa às 9h desta quarta-feira (7), na Central de Polícia de Campina Grande, ocasião em que vai expor os detalhes sobre a prisão dos três homens acusados do sequestro da jovem Angélica Aparecida Vieira de Sousa, 22 anos, irmã do jogador paraibano Givanildo Vieira de Sousa, o Hulk
Grupo Caoa inaugura fábrica em São Paulo e muda discurso sobre montadora na PB
A Hyundai vai inaugurar na próxima sexta-feira (09) mais uma fábrica no Brasil. A nova planta industrial instalada no estado de São Paulo terá capacidade anual de produção para 100 mil veículos. A montadora produzirá veículos bicombustíveis compactos da marca.
O grupo Caoa (importador exclusivo da marca Hyundai no Brasil desde 1999) mudou o discurso em relação à Paraíba. De projeto definido e investimento certo para a construção da primeira montadora de veículos no Estado, o grupo do empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade fala agora apenas em “intenção” e “estudo”. Quem informou foi a assessoria do próprio grupo, alegando que não existe nenhum projeto sobre expansão do grupo.
Atualmente a Hyundai possui possuiu uma fábrica localizada na cidade de Anápolis (GO) mantida em parceria com o grupo brasileiro CAOA. Nesta planta industrial, é produzido o minicaminhão HR e a partir do ano que vem, também fabricará a versão nacional do SUV Tucson.
O local escolhido para instalação da nova fábrica foi a na cidade de Piracicaba, interior de São Paulo. O jornal Maeil Business publicou uma reportagem onde complementa esta unidade inaugurada é destinada a produção de veículos bicombustíveis compactos. Além de modelos da Hyundai, também poderão ser fabricados carros da sua subsidiária Kia Motors.
Os modelos produzidos não foram confirmados, mas o recente lançamento i20 pode ser um dos eleitos. O hatch médio i30, que começará a ser vendido no Brasil ainda este ano, também poderá fazer parte desta lista caso tenha uma boa receptividade no mercado.
O empresário paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade, fundador do grupo Caoa, parece já prever o fim da parceria com a Hyundai. A montadora coreana investiu sozinha na fábrica de Piracicaba.
Para preparar o terreno e garantir que não haverá um divórcio abrupto, a exemplo de outros rumorosos casos no setor, a Caoa praticamente dobrou o número de concessionárias com a bandeira Hyundai em 2011 e, segundo o mercado pode pleitear importação de novas marcas.
Depois de 14 anos trazendo veículos da Hyundai com exclusividade para Brasil, o Grupo Caoa pode não debutar na parceria com a montadora. Fontes do mercado dizem que o contrato das empresas deve se encerrar no fim de 2013 e que mesmo com a opção de prorrogação, a coreana deve seguir o caminho sozinha.
Segundo a assessoria de imprensa da Caoa,o que “existe é a intenção de ter uma unidade no Nordeste e que a Paraíba tem uma atenção especial neste sentido, mas que, por enquanto, são apenas estudos”. Um discurso bem diferente do presidente do grupo que, em entrevista exclusiva ao programa Correio Debate, da 98FM, assegurou que o Estado ganharia sua primeira montadora de veículos, que geraria 20 mil empregos diretos.
A afirmação do empresário Carlos Alberto de Oliveira, no dia 5 de junho passado, empolgou a classe política. Em cadeia de rádio para todo o Estado, ele chegou a afirmar, ao vivo, direto de Paris (França), que o empreendimento tinha potencial de gerar mais de 80 mil empregos com a instalação de fábricas satélites, responsáveis pelo fornecimento de peças e suprimentos para a Hyundai.
Carlos Alberto falou durante aproximadamente 20 minutos, por telefone, e neste período deu explicações sobre os investimentos previstos para concretização do projeto – algo em torno dos U$ 600 milhões. Chegou a contar como foram as primeiras negociações e boa parte do processo que chamou de “concretização da escolha da Paraíba para sediar o novo empreendimento” de seu grupo.
Incentivos
Depois do anúncio feito por meio do programa de rádio, o governador Ricardo Coutinho não recebeu mais nenhum contato da empresa. Ele disse que o Governo está pronto para oferecer as condições e incentivos necessários para atrair os investimentos que o Estado precisa. “Não estamos parados, estamos buscando novos investimentos e apresentando a Paraíba como uma opção para os grandes grupos”, informou Ricardo.
Para ele, a Hyundai receberá incentivos e totais condições do Estado para a instalação de uma unidade produtora. “O investimento é privado. Cabe ao Estado assegurar totais condições para que esse investimento se instale aqui. Mas ao Governo só cabe esperar a decisão do empresário”, afirmou.
No último dia 20 deste mês, o Diário Oficial trouxe a publicação de uma série de resoluções que concedem benefícios fiscais para 10 empresas, através do Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Industrial da Paraíba (Fain), executado pela Companhia de Desenvolvimento da Paraíba (Cinep).
As empresas beneficiadas pelo pacote de incentivos vão investir mais de R$ 570 milhões, com perspectiva de gerar diretamente 562 novos empregos em seis cidades diferentes. As atividades dessas empresas são diversificadas, indo desde fabricação de cimento, artigos de higiene pessoal, vidro e beneficiamento de minerais não metálicos.
As empresas terão outros benefícios específicos também quando as fábricas estiverem em operação. As cidades contempladas com os empreendimentos são Conde, Campina Grande, Caaporã, Bayeux, João Pessoa e Pedra Lavrada. “Estamos trabalhando para atrair novos investidores, como também, apoiar os que já estão com suas unidades implantadas no Estado”, justificou o governador.
Paralelamente à concessão de benefícios fiscais, o Governo do Estado também está investindo em obras estruturantes, que também são levadas em consideração quando da análise da Paraíba por parte dos investidores.
Histórico
O empresário Carlos Alberto Oliveira argumentou que a negociação entre o grupo e o Estado teve início ainda em 2008, quando o então governador Cássio Cunha Lima o procurou para tratar sobre o assunto. “O governador Cássio me procurou e tivemos uma reunião com o presidente Lula e ali começou a germinar o processo”, disse o empresário, acrescentando que escolheu a Paraíba por ser sua terra natal.
Carlos Alberto informou que em 2010, assim que tomou posse, o governador Ricardo Coutinho lhe fez uma visita em sua casa para dar sequência à negociação. “Ele apresentou todas as possibilidades e incentivos que necessários para irmos para a Paraíba. Cássio iniciou e Ricardo deu continuidade”, acrescentou.
No dia anterior à sua participação no programa de rádio, 4 de julho, Carlos Alberto ligou para Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho anunciando a implantação da montadora na Paraíba. “Isso me deixa contente: depois de levar vários projetos para o Brasil, levar um projeto nacional para minha terra natal, principalmente pela carência que o Estado tem de investimentos”, disse.
O governador Ricardo Coutinho também entrou no ar no mesmo programa e se mostrou muito satisfeito com o anúncio. “A Paraíba quer dialogar com seus filhos ilustres. Eu dizia hoje que mais do que nunca nossa condição é de abrir os braços para que a Paraíba pudesse receber um investimento tão importante”, declarou.
Ainda no ar, Ricardo Coutinho se mostrou apressado em consolidar o anúncio feito pelo empresário e disse que estava à disposição para receber nos próximos 45 dias (prazo terminado em 20 de julho) os executivos do Grupo Caoa para tratar de questões mais diretas, como localização e escoamento da produção.
Repercussão
No dia 6 de junho, a Agência Brasil divulgou matéria sobre a escolha da Paraíba para sediar a nova montadora e, assim, o assunto foi parar nos principais veículos do país.
Paraibano de Campina Grande, Carlos Alberto teria dito que tinha muita vontade de se instalar em seu estado natal, mas que por enquanto eram apenas estudos.
O site especializado Automotive Business também publicou uma longa matéria explicando questões legais que impediriam esse empreendimento em curto prazo e explicou que o tal anúncio teria sido motivado por um erro num texto publicitário. A princípio, um comercial de TV circulava na Paraíba anunciando a segunda fábrica do grupo no país. Segundo o site, a empresa teria afirmado que houve engano no texto e que a intenção do vídeo era divulgar o aumento nos investimentos da Caoa na Paraíba, com abertura de novas lojas.
O grupo é o maior revendedor Ford do país e importadora da marca Subaru desde de 1998, além de deter contrato de exclusividade da marca Hyundai no Brasil.
Disputa pela sede
Logo após o anúncio da Paraíba como sede de um empreendimento de U$ 600 milhões e capaz de gerar, de uma tacada só, 20 mil empregos, a classe política do Estado começou a apresentar suas cidades-sedes como candidatas.
A disputa ganhou a rodas de conversas, os veículos de comunicação e até mesmo as tribunas das câmaras municipais e Assembleia Legislativa, com discursos inflamados. Nesse contexto, a cidade portuária de Cabedelo despontou como uma das favoritas por motivos óbvios: proximidade com o porto, o que baratearia os custos com transporte, tornando a fábrica mais competitiva.
Governos federal e de SP anunciam ação integrada contra violência
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciaram na tarde desta terça-feira (6) uma ação integrada de combate à violência no estado. Eles se reuniram no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, para discutir parcerias para conter a onda de violência.
Alckmin ressaltou que na reunião houve a definição de seis pontos específicos de parcerias. Um dos destaques será a criação de uma agência de ação integrada, cuja primeira reunião deve ocorrer na próxima segunda-feira (12).
Segundo o ministro, um dos primeiros objetivos do grupo é "desenhar o plano de contenção" contra a violência que será apresentado na próxima segunda-feira. "Para operação imediata”, afirmou Cardozo.
saiba maisPresidente do TJ-SP vai criar gabinete de crise contra violência
Oito pessoas são mortas em São Paulo entre segunda e terça-feira
Alckmin ressaltou que as ações definidas já serão colocadas em prática e divulgadas progressivamente. "A parceria é ilimitada, mas fruto dessa reunião de trabalho foram os seis itens aqui elencados", comentou o governador.
Entre os seis itens apontados como resultados da reunião, Alckmin listou a criação de uma agência de atuação integrada, ações relacionadas ao sistema prisional (que inclui transferência de presos), ações de contenção nos acessos ao estado, combate ao tráfico, a possibilidade de criar um centro pericial e a criação de um centro de comando de controle integrado.
"Quero destacar que foi uma reunião proveitosa, bastante objetiva, já com metas e datas para a gente poder avançar nesse trabalho", disse Alckmin ao fim do encontro.
Agência integrada
De acordo com governador e ministro, a futura agência de atuação integrada vai unir as inteligências dos governos estadual e federal. “Relatórios de inteligência vão nos permitir fazer o asfixiamento financeiro das organizações criminosas que atuam no estado. Juntos, governos federal e estadual são muito mais fortes que o crime organizado”, disse o ministro.
De acordo com Cardozo, as polícias e os órgãos fiscais devem respeitar suas áreas de atuação e contribuir para o cerco às organizações criminosas. "É sabido que o asfixiamento financeiro é algo fundamental para se enfrentar, para se enfraquecer organizações criminosas e por isso tanto a Receita Federal quanto a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo estarão, juntas, atuando conosco nessa agência, que contará com as forças federais e com as forças estaduais”, disse.
Transferência de presos
O ministro disse que foi acertada a transferência de presos, mas que não serão informados os nomes e as datas, por questão de segurança. "Dado de segurança pública não se comenta”, justificou. “É muito importante que fique claro: que aqueles que cometeram delitos nesse período já serão transferidos e aí vão se avaliar outros presos”, disse Cardozo.
O governador adiantou que detentos envolvidos na morte de policiais e de agentes penitenciários serão prioridade nessas transferências. Entre a noite de segunda-feira (5) e a madrugada de terça (6), oito pessoas foram mortas em São Paulo. Desde o início do ano, 90 policiais foram assassinados.
Controle de acessos
Segundo o ministro, a parceria entre os governos também tem como objetivo atuará nos acessos ao estado, tanto por terra quanto pelos portos e pelos aeroportos. Ele afirmou que policiais rodoviários federais e estaduais atuarão em conjunto principalmente nas estradas próximas das divisas.
Relatórios de inteligência vão nos permitir fazer o asfixiamento financeiro das organizações criminosas que atuam no estado. Juntos, governos federal e estadual são muito mais fortes que o crime organizado"
Perícia
Cardozo prevê ainda que as técnicas de perícia também sejam fortalecidas. Segundo o ministro, a tecnologia será fundamental no combate ao narcotráfico, principalmente para a descoberta da origem da droga.
“Estabelecemos ainda protocolos na área de perícia. Temos que fortalecer a perícia e São Paulo tem uma perícia de excelência, mas nós podemos ampliar sua atuação”, afirmou o ministro.
Alckmin avalia que incrementos no setor pericial podem ser elaborados em uma nova estrutura e beneficiar demais unidades da federação. "Nós podemos ter até um centro pericial para servir a outros estados, com bastante especialidade", disse o governador.
Polêmica
A reunião na capital paulista ocorre após a presidente Dilma Rousseff e Alckmin encerrarem, na quinta-feira (1°), a polêmica entre Cardozo e Ferreira Pinto. O ministro e o secretário divergiram sobre a oferta de ajuda. Cardozo afirma ter oferecido, desde julho, inteligência e transferência de presos. O secretário afirma não ter recebido proposta e diz que teve negado pedido de recursos na ordem de R$ 149 milhões para equipamentos.
Ao todo, 29 pessoas participaram da reunião, que começou por volta das 14h. Entre os representantes do governo federal estão, além do ministro, a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, e o diretor do departamento penitenciário nacional, Augusto Eduardo de Souza Rossini.
Pelo governo do estado, além de Alckmin e de Ferreira Pinto, participam o secretário de estado chefe da Casa Civil, Sidney Beraldo, o diretor da secretaria de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, o comandante da Polícia Militar de São Paulo, Roberval França, e o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro.
Delegado confirma que irmã de Hulk foi vítima de sequestro na Paraíba
O delegado regional da Polícia Civil em Campina Grande, Marcos Paulo Vilela, confirmou nesta terça-feira (6) que a irmã mais nova do atacante Hulk foi vítima de um sequestro na cidade. Ela estava desaparecida desde o início da tarde desta segunda (5).
Por volta das 12h (horário de Brasília) desta terça, a jovem foi vista entrando dentro da casa dos pais no bairro Alto Branco.
O delegado Marcos Paulo Vilela informou que a jovem foi ouvida pela polícia na residência. Ele disse ainda que os detalhes do caso só serão divulgados durante uma entrevista coletiva marcada para às 10h (horário de Brasília) desta quarta-feira (7).
saiba maisIrmã de jogador Hulk desaparece em Campina Grande, diz polícia
Segundo a polícia, Angélica Aparecida Vieira, de 22 anos, estava no carro de um amigo, em frente a um restaurante no bairro do Catolé, quando foi levada por criminosos por volta das 14h de segunda.
Angélica Vieira, irmã mais nova do jogador Hulk
(Foto: Reprodução/Bom Dia Brasil)
Hulk, que joga atualmente no Zenit, permaneceu na Rússia, por orientação policial, segundo o assessor do atleta, Acaz Felleger. Ainda de acordo com o assessor, ele não quis comentar o caso. O jogador apenas agradeceu o apoio dado à família
No dia do sequestro, Hélio Pereira da Silva, amigo de Angélica, disse em depoimento que o carro foi deixado no local da abordagem. Silva passou mal e chegou a ser levado para o hospital Pedro I. Ele passou por exames e recebeu alta
O BLOG NÃO VAI MOSTRAR FOTOS DA VITIMA
Por volta das 12h (horário de Brasília) desta terça, a jovem foi vista entrando dentro da casa dos pais no bairro Alto Branco.
O delegado Marcos Paulo Vilela informou que a jovem foi ouvida pela polícia na residência. Ele disse ainda que os detalhes do caso só serão divulgados durante uma entrevista coletiva marcada para às 10h (horário de Brasília) desta quarta-feira (7).
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Segundo a polícia, Angélica Aparecida Vieira, de 22 anos, estava no carro de um amigo, em frente a um restaurante no bairro do Catolé, quando foi levada por criminosos por volta das 14h de segunda.
Angélica Vieira, irmã mais nova do jogador Hulk
(Foto: Reprodução/Bom Dia Brasil)
Hulk, que joga atualmente no Zenit, permaneceu na Rússia, por orientação policial, segundo o assessor do atleta, Acaz Felleger. Ainda de acordo com o assessor, ele não quis comentar o caso. O jogador apenas agradeceu o apoio dado à família
No dia do sequestro, Hélio Pereira da Silva, amigo de Angélica, disse em depoimento que o carro foi deixado no local da abordagem. Silva passou mal e chegou a ser levado para o hospital Pedro I. Ele passou por exames e recebeu alta
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segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Ex-policial militar é assassinado a tiros no meio da rua em Bayeux
Um ex-policial conhecido pelo vulgo de ‘Catota’ foi assassinado a tiros de pistola, no bairro Mario Andreazza, no município de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa. O homicídio ocorreu na manhã desta segunda-feira (5), na principal rua da comunidade.
De acordo com o cabo Valmir Braz, da 2ª Cia do 7º BPM, a vítima tinha ido a um estabelecimento comercial comprar alimentos quando, na saída, foi abordada por homens em uma moto. O garupa efetuou cerca de 10 tiros. Ele trabalhava como vigilante noturno.
O ex-policial morreu na hora. Segundo informações do cabo Valmir Braz, a vítima era envolvida com crime. "Catota tinha sido expulso há vários anos da corporação por envolvimento com crimes. Ele já cumpriu pena em presídios de João Pessoa por homicídios".
Apesar da aglomeração de pessoas e a movimentação na cena do crime, no local impera a lei do silêncio.
Outro crime
No conjunto Jardim Imaculada, o ex-presidiário Marcelo Gabriel, 28 anos, foi assassinado a tiros na noite deste domingo (4). Segundo informações da Polícia Militar, a vítima era usuária de drogas.
Marcelo Gabriel já tinha sofrido uma tentativa de homicídio, mas conseguiu se livrar dos disparos. Na época, como os criminosos não consumaram o crime, assassinaram a mãe dele. A vítima cumpriu pena por porte ilegal de arma. O ex-presidiário havia deixado o presídio há cerca de quinze dias
De acordo com o cabo Valmir Braz, da 2ª Cia do 7º BPM, a vítima tinha ido a um estabelecimento comercial comprar alimentos quando, na saída, foi abordada por homens em uma moto. O garupa efetuou cerca de 10 tiros. Ele trabalhava como vigilante noturno.
O ex-policial morreu na hora. Segundo informações do cabo Valmir Braz, a vítima era envolvida com crime. "Catota tinha sido expulso há vários anos da corporação por envolvimento com crimes. Ele já cumpriu pena em presídios de João Pessoa por homicídios".
Apesar da aglomeração de pessoas e a movimentação na cena do crime, no local impera a lei do silêncio.
Outro crime
No conjunto Jardim Imaculada, o ex-presidiário Marcelo Gabriel, 28 anos, foi assassinado a tiros na noite deste domingo (4). Segundo informações da Polícia Militar, a vítima era usuária de drogas.
Marcelo Gabriel já tinha sofrido uma tentativa de homicídio, mas conseguiu se livrar dos disparos. Na época, como os criminosos não consumaram o crime, assassinaram a mãe dele. A vítima cumpriu pena por porte ilegal de arma. O ex-presidiário havia deixado o presídio há cerca de quinze dias
Bandidos invadem casa de empresário em JP, rendem família e levam R$ 20 mil em espécie
O empresário João Batista, 41 anos, teve a residência invadida por quatro homens armados na tarde deste domingo (4), no bairro Alto do Mateus em João Pessoa. Os bandidos levaram cerca de R$ 20 mil da vítima e fugiram com seu veículo.
De acordo com o sargento Wálter Veríssimo – 1º Batalhão da Polícia Militar – João Batista estava em casa com a família quando foi surpreendido pela ação dos bandidos. “Ele nos informou que os homens estavam armados com pistolas e revólveres e não usavam capuz”, afirmou o sargento.
Ainda segundo o policial, os bandidos conseguiram fugir levando o carro do empresário (modelo Gol), cinco aparelhos celulares, um tablet, um notbook e entre R$ 15mil e RS 20 mil em espécie. “Eles exigiram da vítima ainda, todos os seus cartões de crédito e suas respectivas senhas”, concluiu Wálter Veríssimo.
Policiais do 1º BPM estão realizando rondas com o objetivo de localizar os assaltantes, no entanto, não obtiveram êxito até o momento. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Distrital localizada no bairro de Cruz das Armas
Operação Finados”: PRF registra quatro mortos e 56 acidentes na Paraíba
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou durante as 96 horas da Operação Finados de 2012, 56 acidentes com 35 feridos e quatro mortos. Os números oficiais foram divulgados manhã desta segunda-feira (5). Vinte e quatro motoristas foram flagrados dirigindo embriagados.
Segundo assessoria de imprensa da PRF, os acidentes com vítimas fatais ocorreram a partir do final de tarde do domingo (4), sendo que o primeiro às 16h30 no km 42,9 da BR-230, no município de Santa Rita, onde um automóvel saiu da pista e bateu contra uma bicicleta que circulava numa via paralela a rodovia. O ciclista Geraldo Barbosa dos Santos, de 54 anos, morreu no local.
Ainda no domingo, em Santa Rita, no km 40 da BR-230, na localidade conhecida como “Barriga Cheia”, uma colisão envolvendo um automóvel e uma carreta (cavalo mecânico) provocou a morte de uma pessoa, ocupante do automóvel, que ainda não identificada.
Já entre as cidades de Soledade e Juazeirinho, no km 222,0 da BR-230, dois veículos se chocaram de frente e uma pessoa que também ainda não foi identificada morreu no local.
O último acidente com morte ocorreu na BR-412, km 122,0 entre Sumé e Monteiro no Cariri paraibano, onde um veículo que evadiu-se do local sem ser identificado colidiu com uma motocicleta provocando a morte do condutor da mesma.
Ainda foram fiscalizados 1.963 veículos, lavrados 554 autos de infração de trânsito, 20 veículos ficaram retidos para regularização, 18 animais recolhidos. Foram realizados 483 testes de alcoolemia, sendo que, 24 pessoas foram autuadas e oito foram conduzidas para delegacia de Polícia por dirigir com o teor alcoólico considerado crime.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
PC e PRF fecham mansão no Manaíra que funcionava como cassino; 20 pessoas detidas e 47 caça-níqueis apreendidas
A Polícia Civil com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizou uma operação na noite desta quarta-feira (31) que localizou uma mansão no bairro nobre de João Pessoa, Manaíra, que funcionava como um cassino clandestino. Foram detidas 20 pessoas, entre, funcionários e clientes para prestarem esclarecimentos. Também foram apreendidas 47 máquinas caça-níqueis e uma quantia de R$ 500.
Operação
A Polícia Civil conseguiu chegar a casa de luxo através de denúncias de vizinhos que perceberam movimentações estranhas no ambiente. Policiais constataram que os frequentadores do local têm uma faixa etária entre 40 a 60 anos. Leonardo Souto Maior, delegado da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, chamou a atenção para o aumento da movimentação neste período. “Está época as pessoas costumam receber dinheiro, por isso a mansão tenderia a ficar lotada de clientes”, salientou o delegado.
A mansão fica em Manaíra, um bairro nobre da Zona Leste de João Pessoa, próximo ao colégio particular. Os policiais detectaram que eram utilizadas três salas da residência para jogos de azar.
Leonardo informou que o proprietário da casa não foi localizado. O nome dele também não foi divulgado. Os funcionários detidos se negaram a prestar maiores informações a polícia.
Os funcionários e o proprietário do cassino vão responder pelo crime de contravenção penal em jogos de azar. A pena é simples é de três meses a um ano com multa. Podendo se estender a perda dos móveis e objetos de decoração do local.
O dono da mansão, que alugou a residência para o acusado, também será investigado pela polícia. As máquinas apreendidas na operação, que foi denominada "Cassino", serão levadas para uma averiguação e depois destruídas.
Operação
Já os clientes após prestarem esclarecimentos foram liberados pelo delegado Leonardo Souto Maior
Operação da PF investiga fraude de R$ 3 bilhões em precatórios
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (31), uma operação para desarticular fraudes em precatórios que chegam a R$ 3 bilhões. Os agentes, cerca de 200, estão cumprindo 64 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão. Batizada de Pretório, a operação foi deflagrada em Rondônia, Mato Grosso, Brasília, São Paulo, no Amazonas e na Paraíba.
Entre os investigados por irregularidades nos pagamentos dos precatórios – que são dívidas do Poder Público que devem ser pagas por decisão judicial – estão advogados, um juiz do trabalho e o corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região. O Superior Tribunal de Justiça (STF) afastou preventivamente o juiz e o corregedor dos respectivos cargos, segundo a PF.
Na operação, a PF também investiga o pagamento de honorários advocatícios sobre os precatórios. Um só advogado teria recebido cerca de R$100 milhões, conforme as investigações. Segundo a PF, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o bloqueio de mais de R$300 milhões que seriam pagos como uma das parcelas do precatório.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento preventivo do juiz do Tribunal Regional do Trabalho responsável pelos precatórios sob suspeita e do Corregedor do TRT da 14ª Região.
A decisão dos juízes envolvidos sobre os valores a serem pagos, e também sobre a incidência de juros e correção monetária que elevaram exageradamente os pagamentos, também estão sob investigação. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) bloqueou mais de R$ 300 milhões que seriam pagos como uma das parcelas do precatório.
Cerca de 200 policiais estão cumprindo, desde a madrugada, 64 mandados de busca e apreensão, e dois mandados de prisão, nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Brasília, Amazônia, São Paulo e Paraíba. A polícia ainda investiga quem seriam os seus reais beneficiários dos valores recebidos.
Na tentativa de evitar as investigações, os alvos da Operação Pretória ameaçaram autoridades públicas, entre eles um policial federal, um juiz e uma servidora da Justiça que, por ter flagrado a entrega de dinheiro a um magistrado, foi ameaçado e encontra-se sob proteção policial.
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (31), uma operação para desarticular fraudes em precatórios que chegam a R$ 3 bilhões. Os agentes, cerca de 200, estão cumprindo 64 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão. Batizada de Pretório, a operação foi deflagrada em Rondônia, Mato Grosso, Brasília, São Paulo, no Amazonas e na Paraíba.
Entre os investigados por irregularidades nos pagamentos dos precatórios – que são dívidas do Poder Público que devem ser pagas por decisão judicial – estão advogados, um juiz do trabalho e o corregedor do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região. O Superior Tribunal de Justiça (STF) afastou preventivamente o juiz e o corregedor dos respectivos cargos, segundo a PF.
Na operação, a PF também investiga o pagamento de honorários advocatícios sobre os precatórios. Um só advogado teria recebido cerca de R$100 milhões, conforme as investigações. Segundo a PF, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou o bloqueio de mais de R$300 milhões que seriam pagos como uma das parcelas do precatório.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento preventivo do juiz do Tribunal Regional do Trabalho responsável pelos precatórios sob suspeita e do Corregedor do TRT da 14ª Região.
A decisão dos juízes envolvidos sobre os valores a serem pagos, e também sobre a incidência de juros e correção monetária que elevaram exageradamente os pagamentos, também estão sob investigação. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) bloqueou mais de R$ 300 milhões que seriam pagos como uma das parcelas do precatório.
Cerca de 200 policiais estão cumprindo, desde a madrugada, 64 mandados de busca e apreensão, e dois mandados de prisão, nos estados de Rondônia, Mato Grosso, Brasília, Amazônia, São Paulo e Paraíba. A polícia ainda investiga quem seriam os seus reais beneficiários dos valores recebidos.
Na tentativa de evitar as investigações, os alvos da Operação Pretória ameaçaram autoridades públicas, entre eles um policial federal, um juiz e uma servidora da Justiça que, por ter flagrado a entrega de dinheiro a um magistrado, foi ameaçado e encontra-se sob proteção policial.
Seca suspende vacina contra aftosa, reduz rebanho em 40% e obriga criador vender gado abaixo do preço
A seca obrigou o governo a suspender a segunda etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa na Paraíba, até 31 de dezembro deste ano. A campanha estava prevista para ser iniciada nesta quinta-feira (1º). A seca na Paraíba já causou a perda de 40% do rebanho animal. A falta de chuva no estado atinge cerca de 60 mil produtores, que amargam uma queda de 70% da produção adquirida pelo Programa do Leite, que atende a 120 mil famílias no estado.
Para não perder completamente seus rebanhos, os produtores tentam vender os animais nas feiras livres. O sobrepeso dos animais reduz o seu valor de mercado. O preço caiu em torno de 88,24%. A cabeça de gado chega a ser negociada abaixo de R$ 200.
Com a vacinação da febre afstosa suspensa, os criadores paraibanos ficam obrigados a comparecer as Unidades da Defesa Agropecuária para atualizarem seus cadastros. Caso contrário ficarão impedidos de participar dos programas governamentais direcionados a atividade agropecuária.
Na zona rural a preocupação é salvar os animais que resistem à estiagem. Grande parte de animais é alimentado com mandacarú (planta espinhosa da família dos cactos, que chega a atingir mais de cinco metros de altura e que tem polpa branca). Falta ração para o rebanho.
Na semana passada, o anúncio de que o governo dispobilizaria ração levou dezenas de pequenos criadores da região de Sousa (no Alto Sertão, a 427 quilômetros da Capital) a ocuparem as ruas da cidade. Eles tiveram que voltar às suas propriedades sem o alimento para os animais. Na zona rural do município, também falta água e comida.
Nesta terça (30), o Governo do Estado lançou um programa emergencial de distribuição com preço subsidiado em 50% milho ou sorgo, torta de algodão e farelo de soja. Foram adquiridas 4.225 toneladas de farelo de soja e torta de algodão e 4.400 toneladas de silagem de milho e sorgo. O governo assegura que está investindo R$ 7 milhões na compra de ração animal.
O programa é coordenado e executado pela Empresa Paraibana de Abastecimento e Serviços Agrícolas (Empasa) e tem a supervisão da Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap).
A torta de algodão e o farelo de soja serão vendidos nos escritórios e armazéns da Empasa de Campina Grande, Monteiro, Patos, Itaporanga, Pombal, Sousa e Catolé do Rocha. Já a silagem, nos postos da Empasa de Campina Grande, Monteiro, Patos e Sousa.
As chuvas que alcançaram volume de aproximadamente 150 mm até o momento não foram suficiente para formação de água e pastagens para os rebanhos da caatinga. Esses animais apresentam uma exigência maior em alimentos para sobrevivência ao contrário dos pequenos rebanhos de caprinos que consome um volume bem menor do que um bovino de 150 a 200 kg de peso vivo.
O produtor Renê Cavalcante, que reside na zona rural de Patos, perdeu mais de 20 animais. “É difícil a gente ver isso acontecer e não conseguir evitar a morte dos animais. Sem alimento suficiente as vacas ficam muito fracas e não resistem”, lamentou.
O município de Patos fica às marges da BR 230, no Sertão paraibano. Lá, as chuvas deste ano não representam nem 29% do que choveu em 2011. Mesmo assim, a realidade nem chega perto do que acontece na zona rural de municípiuos do Cariri, como Monteiro, onde 70% do rebanho já foi dizimado. Das 23.299 cabeças de gado, em torno de 16.300 já morreram na cidade.
O rebanho de caprinos também é afetado. Dos 300 criadores que forneciam leite de cabra para uma cooperativa de Monteiro, apenas 80 continuam criando os animais. "A estiagem está castigando muito os produtores dessa região, e eles não têm como manter os animais vivos", lamentou Rubens Remígio, coordenador técnico da cooperativa.
Os pecuaristas de Monteiro não são beneficiados por este projeto. Para eles, o governo promoveu um programa emergencial para distribuição de ração animal. São 1.080 criadores cadastrados. A cada semana 400 deles são atendidos. Em toda a Paraíba são 20 pontos de distribuição, que entregam entre 30 e 40 toneladas de ração.
A preocupação dos Serviços Veterinários Oficiais (SVOs) é pelo comprometimento dos índices vacinais e proteção dos rebanhos em função dos efeitos danosos da seca. Isto porque os animais ficam debilitados com baixíssimo peso, e dificuldade de manejo, fazendo com que eles não respondam satisfatoriamente a vacina por causa do estado nutricional comprometido.
O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, ressalta que a medida adotada nos estados da região Nordeste não afetará o processo de reconhecimento da região como zona livre da febre aftosa com vacinação em 2013.
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